Eu poderia gritar
mas o fim pede o silencio
Eu poderia dançar e cantar
mas o fim pede a sobriedade
Eu poderia, mas não vou
não é a palavra do fim
e assim eu rodopio num ritual antigo
e clamo pelos deuses ancestrais
para que fortaleçam a minha alma
e me façam voar para novos lugares
que reforcem os meus laços
para que nunca mais eu esqueça quem eu sou
Sou o menestrel dos mares
o poeta esquecido
aquele que nunca foi chamado
que nunca foi perdido
sou tua ferida que arde
sou tua garganta que esquenta
sou teu desejo
aquilo que te acalenta
então que venha o fim
e para ti eu digo não
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